sábado, 26 de dezembro de 2015

Hoje deitei-me cedo. Decidi dormir com as luzes apagadas, não sei o que me deu porque sempre tive medo do escuro, lembras-te?
Mas hoje o escuro parece-me ser confortante. 
Meti fones e pus uma lista de músicas calmas a dar. Não falei contigo hoje. Não falo contigo há semanas. E isso dói.
Não consigo adormecer. Apetece-me sentar-me na cama e olhar pela janela, talvez ver as estrelas. Talvez ver-te nelas. 
Sento-me na cama. Olho pela janela. Está tudo desfocado. Será do choro ou do meu astigmatismo? Não preciso de olhar para o céu. Nem consigo. 
Sinto-me serena. Que sensação estanha. Parece que já chorei tudo. Parece que a tamanha tristeza está a passar.
Às vezes temos de ficar tristes para ficarmos bem. Se é que isto faz sentido. 
Olho pela janela e não te vejo. Os candeeiros da rua estão a brilhar. Eu também brilhava quando te via, mesmo quando estava triste. Agora só estou triste. 
O escuro parece acolhedor hoje. Abraço-me ao escuro como queria abraçar-me a ti. E adormeço. 
Espero que durmas bem. Boa noite, meu amor. 

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