Sei que nunca me amaste. Sei que nunca estiveste com a cabeça onde estavas com o corpo. Sei que odeias a tua vida e fazer tudo para não te lembrares disso. Sei, meu amor, sei. A vida é uma merda 90% do tempo.
Sei que nunca precisaste de mim e tu que tudo o que dizias eram meras palavras para me meter a sorrir. Sei que sabias que eu sabia que me estavas a enganar mas, mesmo assim não paraste. Eu perdoo-te, meu anjo, eu perdoo-te como sempre perdoei.
Sei que não te fazia feliz e que discutíamos a maior parte do tempo, mas, supostamente, quem discute é porque se importa. Eu discutia porque te amava e tu discutias porque não me amas mas sabia o quão louca eu era por ti. E eu perdoo-te por isso também.
Sei que não me deixavas porque gostavas do poder que tinhas em mim, e eu deixava, mesmo sabendo que não devia.
Sei que quando estavas comigo, não querias estar comigo mas sim com outras.
Sei que me prometeste uma vida e que me irias amar para todo o sempre e eu fingi que acreditei. Fingi que acreditei com um sorriso na cara e os olhos a brilhar. Mas, meu amor, não era de felicidade que eles brilhavam senão de tristeza.
Fui forte por ti, fui forte por ti porque só te queria para mim e, mesmo vivendo uma ilusão, eu queria estar contigo e queria que me amasses, só a mim. Perdoa-me o egoísmo.
Eu aguentei tudo até hoje, mas hoje estou cansada. Cansada de esperar por quem nunca vai chegar e de amar alguém que não quer saber.
Perdoa-me, meu bem, mas hoje tenho de ir.
Reparei que, com ou sem ti, o sol continua a nascer todos os dias, já não está tanto frio assim e a cama já não parece tão vazia. Perdoa-me, meu amor, mas hoje tenho de ir.
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